sábado, 15 de novembro de 2008
Ganhar peso depois de casar não é regra !
quinta-feira, 22 de maio de 2008
De médico e louco todos têm um pouco
É, confesso que não tenho postado na freqüência que gostaria e, por isso, acabo ocultando do blog situações interessantes e outras tantas inusitadas que tenho para contar. Mas eu tento ! I try, I try, ... rs
Então, sem rodeios vamos direto ao assunto. Ontem, estava eu no metrô indo para o meu recanto depois de um dia meio chato, acinzentado, cansativo, porém não pouco divertido. Eis que como de costume o coletivo estava cheio e eu estava de pé a ponto de puxar meu livro (enfim estou lendo sobre filosofia, assunto que sempre me despertou curiosidade), porém, não mais que de repente, a pessoa ao meu lado solta um inesperado "- Ai, meu Deus! Não acredito nisso." Pensei ser mais uma das que classifico como "novatas em metrô" que reclamam de tudo durante a viagem e acham que as pessoas não darem espaço suficiente para elas se acomodarem é um absurdo. Como não me vi esbarrando na mulher, fiquei calada e mal olhei-a. Não tenho muita paciência para com desconhecidos. Passada uma estação, ouvi outra coisa soada com a mesma voz de antes: "- Não pode ser, é muita falta de sorte! Hoje não!" Olhei para o lado para reafirmar-me de que havia um palmo de distância entre nós, então as expressões não dirigiam-se a mim.
Então, no mesmo instante em que olhei a mulher vira-se para mim elevando a mão ao rosto tentando se esconder e com um sorriso no canto da boca começa a falar me olhando. Conclusão: ela estava tentando puxar assunto. E era comigo. Como não sou sociável com estranhos, apenas ouvi e retribui o sorrisinho no canto da boca. Mas a frase que ela me disse enquanto tentava se esconder me fez pensar rapidamente e traçar um perfil parcial da mulher. Ela me disse assim: "- Não pode ser ele. O garoto da internet. Eu só vou conhecer amanhã! Ele tá me olhando. Só pode ser ele. É muito parecido. Ai, logo agora que eu estou assim, mal vestida é que ele vai me conhecer ? Ele vai me reconhecer!" De imediato meu cérebro processou: mulher, morena, baixa estatura, solitária, poucos amigos, sonhadora, tímida, ingênua e com grau de invenção que beira a loucura. Pronto! Já era a minha intenção de me encantar mais com os pensamentos de Aristóteles no meu livro de filosofia. Afinal, eu tinha uma potencial doidinha ao meu lado e precisava ficar atenta pois ela estava tentando estabelecer contato.
Disfarçadamente olhei na direção em que ela havia olhado quando falou comigo. Nenhum alvo reconhecido. Só vi mulheres e velhos. Olhei mais uma vez para ter certeza. A mesma conclusão. Reafirmei para mim em silêncio que ela estava vendo pessoas e inventando histórias em sua particular loucura. O melhor a se pensar era que ela descesse em alguma estação antes da minha para eu ter um pouco de paz. Mas ela não parava de falar.
"- Agora ele me reconheceu! Ele olhou para a mãe, riu e depois olhou para mim. Se eu percebi que é ele, ele já sabe que sou eu também. Tudo bem que só nos conhecemos por foto. Mas eu já sei que é ele. Ele vai saber que sou eu, a da foto. Se eu conseguisse ouvir ele falar, eu teria certeza na hora. Se ele descer na mesma estação que eu, não vai precisar dizer mais nada, é ele mesmo! E se ele vier falar comigo? Ai, vou me esconder. Ele riu!" E mais um monte de blá blá blá. Eu já estava pensando em como ela podia ter tanta certeza e convicção ao mesmo tempo que desconfiava ser o tal cara, além de só conhecer ele por foto mas se ouvisse a voz dele teria certeza da pessoa. E mais, como ele poderia estar falando com a mãe dele se eu só tinha visto homens velhos e as mulheres certamente não tinham idade para terem filhos daquele tamanho! E como ela sabia que era a mãe do cara? Será que a mãe mandou foto para ela também?
Para não me igualar na loucura do assunto, perguntei: "- Ele está aonde? Quem é?" Daí ela me deu a localização exata da pessoa e eu identifiquei um típico nerd de costas sem nenhuma mulher por perto e que sequer olhava em nossa direção, absorto em seus pensamentos. É ... e ela não descia em nenhuma estação.
Tão instantaneamente como quando começou a falar do nada, ela mudou de assunto para sua faculdade que ela não agüentava mais, definindo-a como "mundo de loucos". Prontamente perguntei se ela cursava psicologia e ela negou, para minha surpresa. E pasmem, o curso para loucos referido era ... serviço social! Daí, já tinha dado corda e acabei cedendo ao assunto. Entre conselhos dados e um "-Ai, meu Deus, não pode ser ele! É ele!" constante entre uma frase e outra fui tentando ser agradável.
Já cansando de me iludir que ela desceria na próxima estação, indaguei: "Você vai descer em qual?" Advinhem a resposta ??? Era a mesma estação que a minha! Pois é, a filosofia ficaria para outra hora, agora só haveria mesmo a filosofia da loucura para me entreter. Lá estava eu, ouvindo toda uma explanação em loop que alternava entre um curso de serviço social que a deixava "em desespero" como ela sempre repetia, um provável namorado virtual que resolveu se materializar no mundo real e a saga da talvez mais audaciosa decisão que ela tomaria este ano: trocar ou não de curso e fazer outro vestibular.
Uma estação antes da minha, ou melhor, nossa estação, o nerd desceu. Era a deixa para a ato final da peça que eu assistia. "- Pronto! Agora não precisa falar mais nada! É ele. É ele mesmo. Eu sabia! Ele mora perto de mim. Somos quase vizinhos!" Dei um sorriso, afinal na próxima estação eu iria descer, haveriam os agradecimentos, a cortina iria se fechar e a atriz iria para um lado e a sua única espectadora iria para outro. Que alegria!
Mas tudo bem, não era um show mas ainda tinha a saideira. Descendo as escadas ela me diz que outro dia um homem ligou para a casa dela por engano e ao perceber o sotaque do dito cujo ela notou que ele falava de Portugal. Ora pois, é não é que ela me disse que a mãe dela já estava reclamando que o gajo estava falando com ela há mais de 6 horas no telefone ?!?!?!?!?! Acreditem se quiser! Um engano telefônico que durou 1/4 do dia. Tudo bem, eu devia ter lembrado a ela que em Portugal a moeda é o euro, inclusive a conta de telefone era paga em euros, mas isso poderia constrangê-la e já era a saideira mesmo. Apenas sorri. Segui meu caminho pensando. Como diz o ditado de médico e louco todo mundo tem um pouco.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
O verdadeiro ensinamento. Passado sem pronunciar uma palavra sequer.
"Seria possível que um cachorro - qualquer cachorro, mas principalmente um absolutamente incontrolável e maluco como o nosso - pudesse mostrar aos seres humanos o que realmente importava na vida ? Eu acreditava que sim. Lealdade. Coragem. Devoção. Simplicidade. Alegria. E também as coisas que não tinham importância. Um cão não precisa de carros modernos, palacetes ou roupas de grife. Símbolos de status não significam nada para ele. Um pedaço de madeira encontrado na praia serve. Um cão não julga os outros pela sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Um cão não se importa se você é rico ou pobre, educado ou analfabeto, inteligente ou burro. Se você lhe der o seu coração, ele lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não."
John Grogan - Trecho retirado do livro "Marley & Eu - A vida e o amor ao lado do pior cão do mundo"
segunda-feira, 31 de março de 2008
Para ter educação é preciso pré-disposição
Depois de um bom tempo sem entender o porquê de algumas pessoas provenientes de famílias bem educadas simplesmente não terem absorvido a mesma etiqueta, cheguei à conclusão depois de algumas observações de que, para ser educado não basta receber a educação, precisa também querer absorvê-la. Como todo aprendizado, não basta ter acesso, você precisa querer aprender. Está aí o motivo de certas pessoas parecerem não pertencer à uma família quando trata-se de educação. A pessoa vive em um ambiente com pessoas que praticam a boa educação, porém não fazem questão de repetir as mesmas boas atitudes.
Pessoas assim são facilmente encontradas em todos os locais, em todos os círculos. Estão entre amigos, colegas de trabalho, vizinhos, colegas de classe, parentes, etc. Mas, basta saber lidar com elas que isso vira mais um detalhe entre tantos. Cada um age de uma forma, eu ignoro, e você ?
segunda-feira, 24 de março de 2008
Olhos arregalados
Diariamente vejo pessoas serem coagidas por outras e o contrário também. Confesso que o papel de quem vê é realmente desagradável, mais ainda quando há uma dose de exagero. Por outro lado, é perceptível que, na maioria das vezes, para as partes envolvidas, tais ações não são explicitamente percebidas. O que torna a repetição do feito uma certa rotina.
Mas eu pergunto: poder, controle, alegria, posse, são facilmente aceitos. Mas até quando dá para tolerar doses diárias de medo, adrenalina, submissão ? Não sei a resposta certa, mas cada um tem a sua particular.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Insanidade saudável
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Tentando ganhar tempo
P.S: Quando cheguei na empresa, a primeira notícia que recebi foi que hoje é o aniversário de um colega de trabalho. Viu ? Parte da minha memória nunca falha rsrsrs