segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Insanidade saudável

Tudo começava normal, mais um dia. De repente, uma vontade de não fazer o programado para o dia. Chutar tudo e fazer diferente hoje ? pensei. Não, não. Preciso seguir minhas próprias regras para um dia normal, ou melhor, as da sociedade. Foi o meu freio matinal acionado, esperadamente. Ah, mas não sou o tipo de pessoa que se sente bem limitando a minha própria liberdade. Prefiro quebrar regras à segui-las sempre. Na verdade, no meu íntimo sei que prefiro ditá-las rsrs Então, mesmo indo de encontro à minha própria pessoa, preferi seguir o que estava programado para o dia. Eis que, nada do que fora antes programado chegou a acontecer devido a uma seqüência de imprevistos que alteraram a minha manhã. Eu poderia ter contornado e seguido adiante para tentar fazer tudo o que antes fora previsto para o meu dia. Mas não. Parei por um instante, pensei. A manhã inesperada foi o motivo para eu dar asas ao meu pensamento inicial do dia. Pronto ! Naquele instante, deixei que tudo fosse diferente, fora do meu habitual, por um dia. Vou me dar o luxo de ser mais eu, ao menos por um dia, foi o meu pensamento e também a minha regra para eu mesma. Pois bem, deixando as coisas acontecerem, todo o inesperado foi bem-vindo a partir de então. Fiz coisas que sempre quis fazer antes, mas sempre deixava a rotina dominar. Vou citar os acontecimentos principais deste dia insano para a minha normalidade, e ao mesmo tão simples. Para começar, troquei alguns móveis de cômodo em casa. Desmontei, mudei, aparafusei e rearrumei algumas coisas. Machuquei meus pés, ralei, esfolei, sangraram. Tudo bem, coisa de principiante. Mas no final ficou cada coisa em seu novo e devido lugar. Parte da diversão foi ver os rostos admirados com a minha, até então, desconhecida habilidade para desmontar e remontar móveis. Ouvi até brincadeirinhas para eu tentar o ramo da marcenaria. Foi engraçado. Feito o trabalho braçal do dia, parti para o shopping para o que seria apenas uma passagem rápida ao cabeleireiro. Cheguei pontualmente no horário marcado e fiquei lendo uma revista de celebridades (que estão mais para pessoas famosas que se dizem célebres) repleta de páginas com as festas de reveillón, enquanto aguardava que minhas madeixas terminassem de ser remodeladas. Em um vira-vira de páginas, pensei: Poderia ver o filme que eu queria: P.S. Eu te amo ! Mas daí me liguei que a sessão seria em 20 minutos e não daria tempo de minha companhia chegar para vê-lo comigo. Mas como hoje era um dia diferente, resolvi fazer o que nunca tinha feito antes na minha vida, por achar totalmente apático: ir ao cinema sozinha. Acredite, foi incrível ! Me senti totalmente dona da minha vida, sem regras. A princípio achei que seria a única pessoa desacompanhada na sessão, mas logo me surpreendi com tantas pessoas na fila comprando os ingressos e partindo solitárias para a sala do filme. Achei tudo mais encantador ainda. Eu parecia uma criança quando a mãe deixa sair sozinha pela primeira vez. Uma sensação única durante o filme, éramos somente eu e eu mesma lá comigo. Olhando para os lados, vi que várias outras pessoas estavam sozinhas também. Percebi que isso era algo normal, mas para mim era meio insano rsrsrsrs O filme foi bom, uma comédia romântica. Não vou contar a história aqui pois alguém pode querer vê-lo também. Não foi o melhor filme de Hillary Swank, mas foi um dos bons. Acho que o mehor que ela fez até agora foi Menina de Ouro. Foi na esperança de ver algo parecido que quis ver P.S. Eu te amo, mas era um filme diferente, muito bonito, porém, menos tocante do que Menina de Ouro. Tirando o sorriso de Swank que deixa-a horrorosa, o filme foi ótimo. Terminado o filme, a pipoca e a coca zero, paguei o estacionamento e fui para casa já contente com minha nova "travessura". Quando cheguei ao estacionamento, o clima já não estava quente como quando cheguei. E daí ? Entrei no carro, mantive os vidros fechados, liguei o ar-condicionado com todas as saídas de ar viradas exclusivamente para mim, coloquei o cd da Rihanna muito, muito, muito alto e fui para casa acelerando o máximo que dava dentro do limite seguro para não arriscar a minha vida e nem a dos outros que nada tinham a ver com meu dia só meu. Vim cantarolando as músicas tão alto quanto o volume do som, e chacoalhando o corpo, tentando dançar do jeito que dava enquanto dirigia. Os outros motoristas me olhavam com caras estranhas e eu achando tudo muito engraçado, cantava mais forte. Parava nos sinais e começava a dançar e cantar sozinha, rindo. Pensei: esse é o meu verdadeiro eu que vive escondido. Me senti tão bem, tão livre, tão dona de mim mesma. Existem pessoas que precisam estar rodeadas de outras para sentirem-se bem, eu fico super feliz com a minha própria companhia. Voltei para casa e não comentei nada sobre, seria um segredo só meu. Ou melhor, nosso. Depois que publiquei no blog rsrs Estes foram os principais trechos de um dia inesperado e insano para mim, porém, totalmente saudável, simples e ingênuo. Fico feliz com as coisas mais simples rsrsrs

2 comentários:

Vivy disse...

Que dia bom hein? Vc viu justamente o filme que eu estava querendo ver... rsrs
Bjs

Unknown disse...

Muito bom.
Acho q quero ter um dia insano assim tb...
Pois é bem mais fácil que a França. rsrs
1 bju e 1 qju